Duro golpe na população às vésperas do Dia Internacional do Trabalhador – celebrado em 1º de maio.
A reforma traz mudanças profundas nas relações de trabalho, como a ampliação da jornada para até 12 horas sem pagamento de horas extras, redução das indenizações por demissão, parcelamento desses valores, autorização de remuneração em bens ou serviços podendo os salários serem pagos com alimentação e alugueis pelo patão e restrições ao direito de greve. A medida, autorizada pela Câmara Nacional de Apelações do Trabalho, volta a vigorar mesmo sob questionamentos de constitucionalidade.
A FETRACSE manifesta solidariedade e apoio às entidades sindicais da Argentina diante do avanço da reforma trabalhista promovida pelo governo do presidente Javier Milei, recentemente restabelecida por decisão judicial.
O atual contexto econômico Argentina preocupa e está marcado pelo fechamento de milhares de empresas, aumento do desemprego e retração da atividade econômica e industrial. Essa situação ajuda a entender mais as diferenças de rumo nas políticas econômicas e trabalhistas entre Brasil e Argentina. Hoje o contraste é claro:
- Na Argentina, sob o governo de Javier Milei, há uma agenda de forte redução do papel do Estado e flexibilização e retirada de direitos trabalhistas.
- Já no Brasil, o debate tende a manter ou ampliar mecanismos de proteção social como é o caso do fim da escala 6 x 1 e mediação entre capital e trabalho.
A reforma do pais vizinho não deve servir espelho para outros países e principalmente para o Brasil.
Para a FETRACSE, essas alterações representam um grave retrocesso social e uma ofensiva direta contra direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora. A entidade reforça a posição da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que denuncia a reforma como uma tentativa de precarização das relações de trabalho e de aproximação a condições consideradas degradantes. A retirada de direitos não pode ser apresentada como solução para crises econômicas em nenhum pais. A federação reafirma seu compromisso com a defesa dos trabalhadores e destaca a importância da mobilização internacional, especialmente às vésperas do Dia Internacional do Trabalhador, celebrado em 1º de maio.
Com informações de:
https://www.gazetadopovo.com.br / https://www.brasil247.com/ https://iclnoticias.com.br/


